4 de out. de 2009
A Verdade
A água batia em sua face. E a cada batida uma lembrança. E a cada lembrança, ela corria e pulava, mergulhava, tentando afoga-lás. Lembranças “boas”, mas que faziam mal para ela, muito mal. Ela corria e se afundava com toda a força que ali era concedida a ela. Mas lá no fundo da água, lá no fundo, era que ela sentia, que tudo aquilo valia a pena, pois era lá no fundo que ela realmente se sentia bem, e conseguia pensar em tudo aquilo que ela queria apagar. E percebia, que ela não precisava daquilo. Que depois de um tempo, tudo se resolveria, terminando bem ou não, tudo o que ela estava passando acabaria. Pulos, mergulhos, apesar de tudo, risadas, e sempre, era lá no fundo que ela queria ficar. Mergulhar cada vez mais, pra quem sabe lá, lá deixar os “problemas” dela. Mas ela sabia que eles não ficariam lá, e que fugir não adiantava. Ela teria que futuramente os encarar. E dizer toda a verdade, cara a cara.
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